O DIA EM QUE NASCI DE NOVO


 
Sim, você leu certo, eu nasci de novo dia 19 de junho de 1989.
No dia anterior meu pai ouviu uma mentira a meu respeito contada por uma pessoa, e acreditou nela, foi então que resolveu me dar uma surra de cinta. 
Apanhei como nunca apanhei de meu pai, como nunca tinha me batido. Sim, foi a primeira e única vez que apanhei e nem tinha feito algo que merecesse. Logo meu pai que era a pessoa mais diplomata que já tinha visto, e o mais amoroso. Sempre que quisesse me aconselhar ou me disciplinar utilizava a maneira mais simples, sentava comigo e conversava olhando nos olhos, sem gritar, sem ofender, mas em diálogo respeitoso.
Fazia três anos que morava com ele, sua esposa e filha de 4 anos. Nesta ocasião, à poucos meses uma mulher que vivia frequentando nossa casa, me caluniou. Claro que ela fez isso para tentar me calar porque eu tinha visto ela dar em cima do meu pai várias vezes dentro de casa e como não tinha provas, não falei para a esposa do meu pai, foi quando a mulher me envolveu nesta situação e apanhei.
Foi a situação mais humilhante que passei em toda minha vida. 
Sofri uma consequência de um pecado que não cometi.
Me senti como se fosse uma "queima de arquivo", teria que ficar de boca fechada por qualquer coisa que vi ou qualquer coisa que visse, ou surra novamente.
Ele pedia para eu confessar algo que tinha falado e que não tinha dito, a cada cintada nas costas eu chorava e pedia em silêncio a morte. Meu pai me decepcionou. E foi justamente o que tentei, após de sair da surra humilhante tentei o suicídio, mas Graças da Deus, não tive sucesso.
A noite toda chorei muito, foi uma madrugada triste e consegui dormir tarde e um sono pesado.
Minha família nunca foi evangélica. Meu pai praticava a umbanda. Explico isto porque não havia nenhum motivo para eu estudar no Colégio Batista, apenas fui porque meu pai me colocou lá por ser uma boa escola e por estar localizada no centro da cidade, era de fácil acesso para eu poder ir de ônibus.

Amanheceu, era o dia 19.06.1989, fui para a escola chorando. 
Na sala de aula eu sempre sentava na segunda carteira da primeira fileira do lado direito da sala, atrás da minha amiga Samantha, naquele dia fui para o fundão e chorava compulsivamente.
Foi quando algumas colegas de classe me levaram para o banheiro, porque não parava de chorar, não conseguia, apenas comentei que tive um problema com meu pai, a vergonha era muita falar que apanhei, eu tinha 18 anos de idade, como compartilhar isso com minhas colegas, algumas delas eram cristãs e chegaram a orar comigo no banheiro.
Então a orientadora educacional foi chamada pela professora, eu resisti, estava morrendo de medo do meu pai ficar sabendo e apanhar novamente.
Mas ela estava na porta, Dona Edilze insistiu, e lá fui eu.
Contei a ela que tinha apanhado e que meu medo era apanhar novamente, contei o que estava acontecendo.
E foi quando ela sabiamente me disse que alguém também tinha sofrido como eu, apanhado como eu, tinha sido humilhado e até muito mais que eu, mas por um propósito, foi por amor, para me salvar.
E que aquela situação em que eu vivia somente este quem sofreu poderia me ajudar a sair dessa situação, era Jesus Cristo.
Somente Jesus Cristo poderia me salvar, me ajudar, me dar paz, curar minhas feridas e me dar uma nova vida, uma vida mais valiosa do que a terrena, a vida que seria vivida na eternidade.
Então resolvi entregar minha vida a Jesus Cristo o Salvador.
Até então o conhecia como um espírito mais evoluído, mas agora o conhecia como salvador e gostaria de conhecê-lo mais e mais.
Na manhã de 19 de junho de 1989, no Colégio Batista, Dona Edilze ora comigo e entrego meu coração a Jesus Cristo.
Foi a melhor escolha que fizera, até hoje aquele dia é para mim um novo nascimento.
Depois da oração eu pensei, (racional como era e desconfiada) ela vai me convidar para ir a igreja dela. Sabe o que ela falou? "Carla, é preciso que você escolha uma igreja de preferência perto de sua casa, mas que confesse Jesus como Salvador, a igreja nos ajuda, nos orienta a conhecermos melhor a Jesus".  
O convite não foi como pensei, fiquei surpresa por ela não ter me chamado para igreja dela, tive mais crédito no que estava acontecendo comigo, isso me deu mais confiança de que realmente não estava sendo manipulada e sim andando nos caminhos do Senhor.
Antes dela se despedir de mim ela me falou duas coisas, me apresentou a sua secretária a Gislaine, eu disse que a conhecia pois ela era minha vizinha, então Dona Edilze me autoriza ir conversar quando quisesse com a Gi para perguntar dúvidas que poderiam existir. A segunda coisa que ela me disse foi que era para eu estudar a vida de Davi e Saul, que o relacionamento do meu pai era algo semelhante ao relacionamento entre esses dois personagens.
Nunca mais conversei com Dona Edilze, mas ganhei uma amiga chamada Gislaine.
Demorei 6 meses para começar a frequentar uma igreja.
Talvez você me conheça e pense que foi a igreja a responsável por mudar a minha vida, mas não, quem mudou minha vida foi o meu conhecimento, experiência e fé em Jesus Cristo, na sua pessoa, no que Ele fez na cruz, na sua ressurreição, nas suas palavras, foi a partir deste dia em que nasci de novo.
Meu pai era um umbandista praticante, minha família toda era espírita kadercssista e até então eu tinha como livros de cabeceira: "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Livro dos Espíritos" e o "Livro dos Médiuns". Frequentei desde criança centro espírita e fui evangelizada. Lia livros de Chico Xavier. Ouvia e lia muito que os crentes eram espíritos atrasados por isso não dava créditos em suas palavras e os tratava com preconceito, só consegui ouvi-los em momento de muita dor. Lia a bíblia somente nas referencias por kardec em seus livros e acreditava piamente nas suas traduções. Agora passava ler a bíblia e não queria saber de intermediários, queria ler e beber da fonte diretamente.
Após este episódio entre meu pai e eu, o relacionamento entre nós não foi mais o mesmo, pois não tinha como ter um diálogo, existia um monólogo, só ele falava. Ao mesmo tempo que eu recorria a minha fé para ter forças para encarar meu pai pois tinha medo dele, o meu comportamento em casa como nova cristã foi sendo transformado e aceito por eles, eu experimentava o amor de Deus por mim e assim podia amar as pessoas, não que eu concordava com o pecado delas, mas Ele foi me dando sabedoria como agir nesta situação de adversidade.
Apesar de ter sido decepcionada e por ter me feito passar humilhações, eu o perdoei. 
Perdoei sim, porque experimentei o perdão de Deus. Mas como se não tinha errado? Não devemos fazer vista grossa à natureza pecaminosa que nasce com o homem, a sua tendência natural é pecar. A bíblia fala que o "TODOS pecaram e carecem da glória de Deus", e 'que não há um justo sequer". A gente só dá o que recebe. Eu dei para meu pai terreno o que o meu pai celeste me deu, que através da confissão dos meus pecados a Deus, eu tenho um Advogado, e a bíblia o chama de Jesus Cristo, e os meus pecados são perdoados. Também a bíblia ensina que a quem muito se perdoa, muito ama.
O que quero dizer que Jesus não me salvou somente naquela cruz, não me tirou a adversidade, me salvou também na adversidade, eu pude conhecê-lo através de um pecado que não cometi, e eu pude contar com Ele para vencer essa adversidade e tantas outras que já passei, e sei que sempre poderei contar com Ele até que possa estar com Ele na eternidade.
Desde o meu novo nascimento até hoje conto 23 anos, e ainda passo por transformações e crescimento, a vida com Jesus é assim, perfeição só na eternidade.
E você, aonde passará a eternidade?  
Saiba que é necessário nascer de novo para isto!

29.06.2012
Carla

Está aqui um papo sério entre Jesus e Nicodemos sobre nascer de novo, leia:
1  Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2  Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3  A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4  Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?
5  Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
6  O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.
7  Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.
8  O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.
9  Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus:
10  Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?
11  Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho.
12  Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13  Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu.
14  E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15  para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
16  Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17  Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.  (João 3: 1 a 17 )

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